2 de janeiro de 2019

Bolsonaro é empossado como presidente da República


Posse de Bolsonaro
Jair Bolsonaro (PSL) foi empossado presidente da República às 15h10 desta terça-feira (1 de janeiro de 2019), pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira, logo após fazer um juramento em que prometeu cumprir a Constituição. Em seu discurso de posse, Bolsonaro prometeu "construir uma sociedade sem discriminação ou divisão". E afirmou que irá "libertar definitivamente" o Brasil "da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica".
— Aproveito este momento solene e convoco, cada um dos Congressistas, para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica".
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CERIMÔNIA DE POSSE
BOLSONARO RECEBE FAIXA DE TEMER
MOMENTOS DE MICHELLE BOLSONARO NA POSSE DO PRESIDENTE
A FESTA POPULAR NA POSSE DE BOLSONARO
Ele também disse que irá "respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã".
— Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e as nossas tradições judaico-cristãs, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas. Pretendo partilhar o poder de forma progressiva, responsável e consciente. De Brasília para o Brasil, do poder central para estados e municípios.
Enquanto assinava o termo de posse, um dos presentes no plenário perguntou se Bolsonaro está se casando. E o presidente respondeu:
— Estou casando com vocês.
Em discurso, o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que a população deposita seus desejos de mudança na figura do chefe do Executivo. Mas ressatou que, para governar, o presidente da República deve obediência à ConstituiçãoFederal e às leis em vigor. Eunício também ressaltou a importância do diálogo e do respeito na política.
— Embora vivamos num regime federativo, com poderes independentes e harmônicos, é inegável que a Presidência da República tem um simbolismo que a torna o centro da maior parte das reivindicações. Típico de um país presidencialista, em que a população tradicionalmente deposita em sem presidente a esperança de que ele tudo pode mudar. Os governantes dependem, em primeiro lugar, da nossa Constituição e das leis em vigor — alertou.
Apesar da orientação da segurança do governo, o presidente manteve a tradição e desfilou em carro aberto da Catedral de Brasília até o Congresso. Após a cerimônia no parlamento, Bolsonaro irá ao Palácio do Planalto onde receberá a faixa presidencial de Michel Temer, que está deixando o cargo.
A Esplanada dos Ministérios recebeu público de todo o Brasil para a posse. De ônibus, avião e em caravanas, apoiadores do presidente eleito começaram a chegar a Brasília no fim de semana.
O empresário André Rhouglas conta que chegou à Praça dos Três Poderes por volta de 6h30. Pegou um lugar na grade, na frente da rampa do Palácio do Planalto, onde Bolsonaro receberá a faixa.
- O importante é estar no meio do povo, no sol na chuva. Mostrar apoio para Bolsonaro, para o Sérgio Moro, para mudar o Brasil - disse ele, que veio de Belo Horizonte, carregando um cartaz com fotos do futuro ministro da Justiça.
Até as 14h desta terça-feira, um total de dez chefes de estado haviam confirmado presença na posse. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, também participam 12 chanceleres, três vice-presidentes, três representantes de organismos internacionais e 18 "autoridades diversas".
Está confirmada a participação dos presidentes de Portugal (Marcelo Rebelo de Sousa), Paraguai (Mario Abdo Benítez), Uruguai (Tabaré Vasquez), Chile (Sebastián Piñera), Bolívia (Evo Morales), Cabo Verde (Jorge Carlos Fonseca) e Honduras (Juan Orlando Alvarado) , além dos primeiros-ministros da Hungria (Viktor Orbán), Israel (Benjamin Netanyahu) e Marrocos (Saadeddine Othmani).
Poucas horas antes da posse, Bolsonaro publicou um vídeo no Twitter, pedindo o apoio da população para que possa "mudar o destino" do Brasil.
— Quero, em primeiro lugar agradecer a Deus por estar vivo. Depois, a você, cidadão brasileiro, pelo apoio e confiança em nosso trabalho. Nós pretendemos, sim, mudar o destino do nosso Brasil. Mas, para tanto, precisamos continuar tendo o seu imprescindível apoio — diz Bolsonaro no vídeo.
Em seu discurso de posse, no Congresso Nacional, Bolsonaro prometeu "construir uma sociedade sem discriminação ou divisão". Ele também disse que irá "respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã". Enquanto o presidente assinava o termo de sua posse, um dos presentes no plenário perguntou se ele está se casando. Bolsonaro respondeu:
— Estou casando com vocês.
Em seu discurso na cerimônia de posse , o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), lembrou que a população deposita seus desejos de mudança na figura do chefe do Executivo. Mas ressaltou que, para governar, o presidente da República deve obediência à Constituição Federal e às leis em vigor.
— Embora vivamos num regime federativo, com poderes independentes e harmônicos, é inegável que a Presidência da República tem um simbolismo que a torna o centro da maior parte das reivindicações. Típico de um país presidencialista, em que a população tradicionalmente deposita em sem presidente a esperança de que ele tudo pode mudar. Os governantes dependem, em primeiro lugar, da nossa Constituição e das leis em vigor — alertou.

Chegada ao Congresso

Jair Bolsonaro acompanhado da primeira dama
Jair Bolsonaro acompanhado da primeira dama Foto: RICARDO MORAES / REUTERS

Bolsonaro desfilou em carro aberto na Esplanada dos Ministérios. Durante o trajeto, ele fez sinal de arma com as mãos. Aplaudido na chegada e acompanhado de seu vice, o general Hamilton Mourão, ele participa de sessão no Congresso Nacional.
Apesar do forte esquema de segurança utilizado para a posse do presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, uma falha na segurança no ponto mais próximo ao parlatório causou confusão entre a Polícia Militar e o público presente.
Uma abertura na grade permitiu que alguns presentes, não credenciados para o evento, pudessem acessar a área, que fica bem próxima ao parlatório, de onde Bolsonaro irá discursar para a população.
Com receio de invasões, a PM tentou conter e retirar o público do ponto mas alguns presentes se recusaram a sair. A confusão foi dispersada mas um cordão de segurança feito pela PM-DF se posicionou no local.
Autoridades se atrasam para cerimônia no Congresso
"Brasileiro deixa tudo mesmo para cima da hora". A frase, seguida de um suspiro, é de uma das pessoas que trabalham na recepção montada na entrada do Congresso Nacional para receber as autoridades convidadas para a posse do presidente Jair Bolsonaro. Apenas 10% dos que receberam o disputado convite passaram pela porta principal do prédio no período marcado.
A expectativa era deixar a recepção aberta entre 13h e 14h . Pelo atraso geral, o cerimonial alongou o tempo para receber convidados. Como o volume de gente que chegou até as 14h45 era muito baixo, estender o prazo foi a única saída. Na portaria principal, há nove detectores de metal.

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