Conta de luz ficará mais barata em janeiro de 2019 - Blog da Rayssa Araújo | Notícias de Anapurus e Região

29 de dezembro de 2018

Conta de luz ficará mais barata em janeiro de 2019

Ao menos na conta de luz, o consumidor brasileiro terá um alívio no bolso no início do ano que está para começar. Isso porque a tarifa virá com bandeira verde em janeiro, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso significa que o usuário do serviço não terá de pagar um taxa extra como ocorreu em agora em dezembro de 2018.
Em nota, a agência ressalta que a estação chuvosa está propiciando elevação da produção de energia pelas usinas hidrelétricas e do nível dos reservatórios. Do ponto de vista técnico, a explicação é que houve recuperação do risco hidrológico (GSF) e manutenção do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) em patamar reduzido – sendo esses os dois fatores determinantes para acionar o sistema de bandeiras tarifárias.
Como funcionam as bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.
Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas. Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o uso consciente.
Com informação de agências

Um comentário:

  1. Boa notícia. O ideal seria a bandeira verde o ano inteiro. De qualquer forma, é bom começar o ano sem taxas, "ao menos na conta de luz".

    Todavia, diante da expressiva dependência de energia elétrica que temos no Brasil, respondendo as usinas hidrelétricas pela quase a totalidade (mais de 90%) da energia consumida no país, é preciso investir cada vez mais em fontes alternativas de energia, sobretudo as sustentáveis como a energia solar fotovoltaica (limpa, renovável e abundante a partir do sol) e a energia eólica (proveniente da força dos ventos).

    A Resolução Normativa nº 482/2012 da ANEEL, que regula o sistema de energia sustentável integrado à rede elétrica, permite ao consumidor realizar a troca da energia sustentável gerada com recursos próprios com a da rede elétrica, incentivando-se assim o uso dessas fontes no Brasil, podendo todo consumidor cadastrado no Ministério da Fazenda conectar um sistema gerador de energia elétrica próprio, oriundo de fontes renováveis (hidráulica, solar, eólica, etc.).

    Apesar disso, a criação desse sistema que incentiva a produção de energias sustentáveis no Brasil ainda é precário se comparado a sistemas mais sofisticados de compensação de energias utilizados na Europa, EUA, Austrália e Ásia como um todo. Mas não deixa de ser produtivo e eficaz.

    É preciso, porém, continuar investindo na exploração de fontes de energia sustentável. Com o aumento gradativo do consumo de energia elétrica, não se sabe até quando haverá água suficiente no mundo para o consumo e para geração de energia.

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