Ódio oligárquico: voto em Bolsonaro para que o maranhense pague por reeleger Flávio Dino - Blog da Rayssa Araújo | Notícias de Anapurus e Região

domingo, 14 de outubro de 2018

Ódio oligárquico: voto em Bolsonaro para que o maranhense pague por reeleger Flávio Dino

       Roberto Rocha, Adriano Sarney, Edinho Lobão e Ricardo Murad:    insignificância eleitoral e declaração de voto em Bolsonaro na expectativa                 de que o maranhense pague por ter reelegido Flávio Dino
As declarações de voto em Jair Bolsonaro de Roberto Rocha, Adriano Sarney, Edinho Lobão e Ricardo Murad são proporcionais à insignificância de suas lideranças, fragorosamente rejeitadas pelas urnas do dia 7.
Em uma mistura de ignorância e desfaçatez, eles justificam seus votos não pelas “qualidades” de Bolsonaro, mas pela expectativa de perseguição ao governador Flávio Dino, independente dos males que possa causar ao Maranhão.
Não é de hoje que eles colocam seus interesses políticos e desejo de poder à frente dos interesses do estado!
Enquanto Rocha desconsidera os 61,26% dos votos conquistados por Haddad no estado e diz que “se associa à vontade geral do povo”, destituindo o maranhense do direito a ter vontade (Leia Aqui), o Lobinho resume a lógica mesquinha “do quanto pior, melhor”.
O suplente de senador com os dias contados apoia o ex-capitão por não ter dúvidas de sua eleição à presidência, e do sofrimento que será imposto à população neste segundo governo Flávio Dino.
“Os maranhenses pagarão um preço alto por terem reelegido este comunista, tenho pena do povo pelo que virá pela frente”, disse o filho do Lobão no início da semana (Leia Aqui).
Na sexta-feira, porém, ele recuou, pelo menos publicamente, no apoio a Bolsonaro. Em entrevista ao jornal O Imparcial, manteve a sua identificação com o candidato da extrema-direita, mas garantiu que votaria  e torceria pela vitória – mesmo contra a sua vontade – de Fernando Haddad para evitar o sofrimento do maranhense. (Leia Aqui).
O neto da oligarquia e o cunhado, que não é parente, mas é sócio, também enveredaram por igual caminho, proposto inicialmente por Edinho.
Adriano, o único membro do clã eleito no último domingo, ressalta que mesmo sem concordar com todas as propostas de Bolsonaro defende sua candidatura por ter em comum o projeto de barrar o comunismo na América Latina (Leia Aqui).
Por seu turno, Murad explica que esta é a única forma de combater o “poder totalitário que Flávio Dino implantou no Maranhão”. (Leia Aqui)
                                   As elites e a ameaça comunista
Ao contrário do que a ignorância faz supor, o comunismo não é um regime de governo, mas uma doutrina econômica e política que busca criar e repartir riquezas; prática, aliás, reconhecida pela população que reelegeu Flávio Dino com 59,29% dos votos.
Carimbar de “comunista” o governo maranhense, assim como todos os partidos de esquerda no Brasil, com o mesmo rótulo dos regimes ditatoriais da Venezuela, Cuba e Coreia do Norte é um artifício das elites para criminalizar uma ideologia que pretende estabelecer uma sociedade igualitária, e assim manter seus privilégios às custas da Estado em detrimento à pobreza da maioria da população.
Não é à toa que a ameaça comunista serviu de justificativa para o golpe militar em 64 e, 54 anos depois, para disfarçar o voto em Bolsonaro com o objetivo de conseguir uma boquinha no governo federal, caso esse sujeito seja eleito.
Afinal, como bem observou a jornalista Eliane Brum em artigo publicado na versão digital e brasileira do El País, não dar para votar num racista sem ser racista, num homofóbico, sem se ser homofóbico, num machista sem ser machista.
E se você vota em um candidato que afirma, o que ele afirma – “ser contra negros, contra mulheres, contra LGBTQ, contra indígenas, contra camponeses e a favor das armas e do autoritarismo e da tortura e do atirar para matar – então é isso que você defende. E, principalmente, é esse tipo de pessoa que você é”.
Fascista!

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