SÃO LUÍS, 405 ANOS - Blog da Rayssa Araújo | Notícias de Anapurus e Região

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

SÃO LUÍS, 405 ANOS

Vista área de São Luís. (Foto: Paulo Soares/O Estado)

Aos 405 anos, São Luís do Maranhão é cidade dos azulejos, a ilha do amor, a Jamaica brasileira, a ilha rebelde, a Atenas brasileira, é uma cidade com terras antes ocupadas pelos índios tupinambás, mas fundada por franceses e após a Batalha de Guaxenduba, colonizada pelos portugueses. Uma cidade marcada por conflitos desde o começo, como o da liberal Ana Jansen contra seus inimigos conservadores.
Uma cidade abraçada, até hoje, por turistas que se transformam em residentes por não terem mais coragem de ir embora. Uma cidade que cultua lendas, inclusive uma que trata da sua própria destruição, quando a serpente acordar.
Uma cidade que busca a modernidade, mas a duras penas conserva um impressionante acervo arquitetônico que nos remete a séculos passados. Uma cidade que foi o berço e inspirou gênios da literatura como Josué Montello, Gonçalves Dias, Graça Aranha, Aluísio de Azevedo, Ferreira Gullar entre outros.

São Luís busca a modernidade e ainda conserva os traços deixados pelos franceses e portugueses em suas ruas e casarões coloniais. (Foto: Paulo Soares/O Estado)

Uma cidade que não consegue se contentar com pouco quando se fala em manifestação cultural. Dos livros à dança, a cidade com diversidade que impressiona. Blocos tradicionais, escolas de samba, blocos de sujo, tribos de índio, bumba meu boi, tambor de crioula, cacuriá, dança do coco, o caroço, os clubes de reggae, e as atrações de todos os gêneros nos ‘quatro cantos da Ilha’ durante todos os dias. É uma cidade de culinária que agrada sem fazer muito esforço. É fácil gostar dos pratos típicos da terra.
Mas pra chegar a tudo isso e muito mais, São Luís passou por uma série de eventos ao longo da história. Antônio Noberto é cearense e recentemente recebeu título de cidadão ludovicense dado pela Câmara de Vereadores. De fato, ele é uma pessoa que tem relações profundas com a cidade. Um trabalho de anos de pesquisa e apresentado todos os anos sobre a fundação e o desenvolvimento de São Luís revela situações como a boa relação entre os povos no começo da cidade, quando os franceses tomavam as ações comandados por Daniel de La Touche de La Ravardière.
“Daniel de La Touche foi o fundador, mas algumas pessoas ainda falam que foi Jerônimo de Albuquerque. Os franceses chegaram primeiro e três anos depois os portugueses desembarcaram. A fortaleza construída pelos franceses era toda a área onde hoje é a Praça Pedro II e o fosso para evitar invasões, era onde hoje temos a Rua do Egito”, disse Noberto.

Praça Dom Pedro II, local onde aconteceu a fundação de São Luís, em 1612. (Foto: Paulo Soares/O Estado)

A cidade foi fundada no dia 8 de setembro de 1612 e Daniel de La Touche foi governador da Ilha até 1615. O primeiro nome dado foi ‘Fort Saint Louis’ (Forte São Luís, em homenagem ao rei francês Luís IX da França, monarca da época). Mas os primeiros habitantes, os tupinambás, a chamavam de Upaon Açu, que significa 'Ilha Grande'.

Para Noberto, os franceses desenvolveram um ambiente de harmonia entre todos os povos que estavam no Forte São Luís e depois em outras regiões mais afastadas, que hoje são outros municípos maranhenses. Segundo o turismólogo, as crianças francesas e indígenas estudavam no mesmo local. Alguns franceses começaram relacionamento com índias e a tranquilidade e o progresso marcou aquele momento.

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