'The Guardian': Morre no Maranhão, o segundo blogueiro que criticava políticos - Blog da Rayssa Araújo | Notícias de Anapurus e Região

sábado, 28 de novembro de 2015

'The Guardian': Morre no Maranhão, o segundo blogueiro que criticava políticos

Matéria publicada nesta sexta-feira (27), no The Guardian, por Anna Sophie Bruta, conta que noticiou na semana passada a morte do blogueiro brasileiro Ítalo Eduardo Barros. Oito dias depois, Roberto Lano, outro blogueiro do país, também foi morto a tiros. Existem 11 casos de jornalistas brasileiros mortos após criticar políticos, e ainda não foram resolvidos. No sábado (21 de Novembro), o blogueiro Roberto Lano foi morto por uma bala na cabeça, na cidade de Buriticupu, no Maranhão. Ele foi vítima de tiros disparados por um homem em uma moto, e morreu imediatamente. O assassino permanece não identificado. Roberto era conhecido por seu envolvimento em campanhas políticas, e em seu post mais recente, ele criticou o prefeito de Buriticupu. Seu assassinato foi muito semelhante ao de Ítalo Eduardo Barros, que também foi baleado por homens atirando de cima de uma moto, e também no estado do Maranhão. 
De acordo com a Associação Nacional de Jornalistas (ANJ), 23 jornalistas foram mortos no Brasil, desde 2008. No mesmo período, 24 foram presos, 33 foram vítimas de assalto e 59 receberam ameaças
De acordo com a Associação Nacional de Jornalistas (ANJ), 23 jornalistas foram mortos no Brasil, desde 2008. No mesmo período, 24 foram presos, 33 foram vítimas de assalto e 59 receberam ameaças
A reportagem afirma que nos últimos posts, Lano e Barros haviam criticado as políticas adotadas pelos governantes locais. As mensagens citavam o ex-secretário do estado de saúde, Ricardo Murad, e seu governador, Flávio Dino. Barros,  com 29 anos, postou em seu blog que havia recebido ameaças de assassinato via WhatsApp. Ele escreveu: "Eu já recebei ameaças de prefeitos, vereadores, comparsas e seguranças. Eu não presto atenção, mas eu sempre apresento um relatório". Quatro dias antes de sua morte, o repórter de rádio, Israel Gonçalves Silva foi morto em Pernambuco. Seu programa de rádio fazia acusações de corrupção contra políticos e policiais. De acordo com a Associação Nacional de Jornalistas (ANJ), 23 jornalistas foram mortos no Brasil, desde 2008. No mesmo período, 24 foram presos, 33 foram vítimas de assalto e 59 receberam ameaças. A ANJ afirmou que a censura judicial e outras medidas legais limitaram seriamente a liberdade de expressão no país. Desde 2008, pelo menos 77 casos de censura judicial foram registrados no Brasil. No início deste mês, o Brasil foi listado entre as 14 nações com maior índice de impunidade mundial. Foi o 11º país colocado, com 11 casos não resolvidos de assassinatos jornalísticos entre setembro de 2005 e agosto de 2015.

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